Mercado · 4 de setembro de 2026
Alargamento da praia e valorização dos imóveis em Itapoá: o que esperar

A maior engorda de praia do Brasil aconteceu em Itapoá
Itapoá entrou definitivamente no mapa das grandes obras litorâneas do país. A chamada engorda da praia — tecnicamente, o alargamento da faixa de areia — recuperou 8,8 km da orla do município e é considerada a maior intervenção do gênero já realizada no Brasil. Onde a maré alta chegava a cobrir quase toda a areia, a faixa hoje varia entre 35 e 200 metros de largura.
Como a obra foi feita
A areia utilizada veio da dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga, obra ligada à ampliação da capacidade do porto da região. Em vez de descartar o material, cerca de 6 milhões de metros cúbicos de sedimento foram bombeados e depositados ao longo da orla de Itapoá, formando uma nova faixa bem mais larga do que a anterior. É justamente esse reaproveitamento que torna a obra pioneira no Brasil.
Os trabalhos começaram pela praia Pontal do Norte, seguiram para a Princesa do Mar e se concentraram por último na Figueira do Pontal, onde foram concluídos em agosto de 2026. A maior parte da nova faixa já está liberada para os banhistas. Nos próximos meses acontece o plantio de restinga, etapa que fixa a areia e faz o resultado da obra durar.
O que muda para quem mora ou investe em Itapoá
• Proteção da orla: a faixa mais larga funciona como barreira natural contra ressacas e reduz o risco de erosão em ruas e imóveis próximos ao mar.
• Mais espaço de praia: mais área para banhistas, caminhadas e estrutura de veraneio nos meses de temporada. A prefeitura prepara um edital de uso comercial da nova orla, com previsão de passeio, ciclovia e pontos de urbanização.
• Turismo fortalecido: praia mais ampla e segura tende a atrair mais visitantes ao longo do ano, e não só no verão.
• Valorização imobiliária: imóveis na orla e nas quadras próximas ao mar costumam responder rápido a melhorias desse porte.
E o mercado imobiliário?
A expectativa do setor é de valorização, especialmente em bairros com acesso direto à orla recuperada. Estimativas de agentes que atuam na cidade apontam valorização média em torno de 23% ao ano nos imóveis de Itapoá, com casos acima de 30% em regiões de maior procura, e projetam algo perto de 28% ao ano nos próximos anos por causa da obra e dos investimentos em infraestrutura.
São estimativas de mercado, e não índice oficial: servem para mostrar a direção, não para garantir retorno. Ainda assim, o cenário para quem pensa em comprar para morar, veranear ou investir é bem diferente do de dois anos atrás, com procura maior e oferta mais disputada nas quadras do mar.
O que ainda vem por aí
A obra de aprofundamento do canal, que começou em outubro de 2025, está em 88% de execução e deve terminar ainda em 2026. Quando concluída, permitirá a atracação de navios de até 366 metros no complexo portuário, contra os 336 metros de hoje — o que amplia a capacidade logística de toda a região.
A prefeitura também quer recuperar mais nove quilômetros de faixa de areia. A empresa que fará os projetos de engenharia ainda será contratada, com prazo de 18 meses para a entrega.
Vale lembrar de outro dado que ajuda a entender o momento da cidade: Itapoá chegou a cerca de 36 mil moradores, um crescimento de 144% entre o Censo de 2010 e a estimativa do IBGE para 2025. É o município que mais cresceu em população em Santa Catarina.
Quer entender o efeito no seu caso?
Se você quer saber como a obra impacta o valor de um imóvel específico ou de um bairro, fale com a nossa equipe. Trabalhamos em Itapoá desde 1999 e acompanhamos de perto a evolução de cada região da cidade.
Fontes: informações sobre a obra, a dragagem, o crescimento populacional e as estimativas de valorização em reportagem da NSC Total de 25 de agosto de 2026.
